sábado, 6 de novembro de 2010

Doido Varrido

Doido varrido
Varreu pó de estrada
Longa jornada
Varreu foi vento
Da forma contrária

Riu varrendo folha
E brincando de cangalha

Doido de tudo
Varre com vassoura imaginária

Varre rua
Varre céu
Até o chão da mortuária

Ri varrendo
Limpando a imaginação
E pensando
Na varrição extraordinária

Acho que o doido é poeta
(Ele diz ser Napoleão)
Varre asas e voa
Será ilusão?
Deve ser não
É doido apenas
Que varre com os dedos
De sua mão
As letras da tela
Do papel
Que não é encenação

É loucura
É doido varrido
Varrendo e refazendo
A criação.

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