terça-feira, 31 de maio de 2011

(fotografia: Filhodalua)


O Assovio do Serelepe

Malandro menino na mata
Assovia ardido de estourar
Assusta num assovio a macacada
Dá até nó no rabo de jaguar

Pula e rola de cá pra lá
Gora os ovos todos no galinheiro
Monta destemido o potro da Sinhá
Sai em disparada o encrenqueiro

Se esquece e deixa o portão aberto
Entra e come de supetão todo o angu
E pra mostrar que é muito esperto
Surrupia tudo que encontra no baú

Nem adianta prendê-lo querer
Poucos conseguiram tal ato bravio
Serelepe, malandro e arteiro é esse ser
Que só se reconhece pelo ardido assovio. 

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