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| (fotografia: Filhodalua) |
O Assovio do Serelepe
Malandro menino na mata
Assovia ardido de estourar
Assusta num assovio a macacada
Dá até nó no rabo de jaguar
Pula e rola de cá pra lá
Gora os ovos todos no galinheiro
Monta destemido o potro da Sinhá
Sai em disparada o encrenqueiro
Se esquece e deixa o portão aberto
Entra e come de supetão todo o angu
E pra mostrar que é muito esperto
Surrupia tudo que encontra no baú
Nem adianta prendê-lo querer
Poucos conseguiram tal ato bravio
Serelepe, malandro e arteiro é esse ser
Que só se reconhece pelo ardido assovio.

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