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| (O Caminho. Fotografia: Victor Said) |
Política, religião e coração
Ciência, brincadeira e imaginação
Descontentamento, sofrimento e solidão
Tudo e pouco...
Traçado nas linhas de minha criação.
O verso veio devagar
Vagando
Divagando
Os devaneios...
A influência é a liberdade
Pois não gosto de arreios
Apenas faço e escrevo sem castidade
Pois minha única lei é ser livre por inteiro
Bordo palavras de minha humanidade
Só pra ter o gosto de ser faceiro mineiro
Sigo de pé descalço e desbravo floresta
Danço em cada queda como se fosse bobagem
E brinco e divirto e entro na festa
Meus olhos são o único refúgio e os levo de bagagem
E quando meu versejar surge é só isso que me resta:
Deixar-me levar nessa inconstante viagem
Rabiscando velhos rótulos impostos a minha testa.







