segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Influências, bagagens e outras interpretações

(O Caminho. Fotografia: Victor Said)

Política, religião e coração
Ciência, brincadeira e imaginação
Descontentamento, sofrimento e solidão
Tudo e pouco...
Traçado nas linhas de minha criação.

O verso veio devagar
Vagando
Divagando
Os devaneios...

A influência é a liberdade
Pois não gosto de arreios
Apenas faço e escrevo sem castidade
Pois minha única lei é ser livre por inteiro
Bordo palavras de minha humanidade
Só pra ter o gosto de ser faceiro mineiro

Sigo de pé descalço e desbravo floresta
Danço em cada queda como se fosse bobagem
E brinco e divirto e entro na festa
Meus olhos são o único refúgio e os levo de bagagem
E quando meu versejar surge é só isso que me resta:
Deixar-me levar nessa inconstante viagem
Rabiscando velhos rótulos impostos a minha testa.

6 comentários:

  1. Meu pai também era mineiro.


    Poeta que borda palavras... Gostei muito!

    Linda poesia, Victor!

    Um abraço.

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    1. Que bom que gostou Ligéia, fico muito feliz com suas palavras. Minas é meu lugar e a poesia é minha vida.

      Obrigado!

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  2. Não há o que agradecer, Victor. Eu que agradeço a boa leitura. De que lugar de Minas você é?

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    1. Sou do Sul de Minas, uma cidadezinha chamada Brasópolis. Desculpa demorar em responder. Tive uns contratempos e algumas ausências da net. Mas tudo bem agora.

      Forte abraço!

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  3. Poxa, Sul de Minas, é? Meu pai era de Poços de Caldas, Sul de Minas também. Toda família dele é de Poços. Eu adorava passar as férias lá. Inclusive morei lá por dois anos quando criança. Sinto muita saudades daquela cidade.

    Não se preocupe com a demora, Victor.

    Um abraço pra você.

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