terça-feira, 15 de maio de 2012

Caverna


(http://estereotipodaperfeicao.blogspot.com.br/2012/02/os-idolos-de-bacon-obstaculos-ciencia.html)

Trancados
Calados
Olhando
Sorriso camuflado
Máscaras vestidas
E passamos a vida toda
Acreditando
Sonhando
Que o teatro de sombras
É nossa realidade

O mais sábio de nós
Percebe
Questiona
E vê
Que o reflexo
Não é
Reflexão

O condicionador do pensamento
Nos abandona
Nos condena
A escuridão

Na entrada da caverna
O inconformado
Abre os olhos
Vê além
Acredita que o real
Possui três lados:
O dele
O nosso
E a interação

Quando volta
Fala
Tenta liberdade
É alvo
É morto
Pelo mais tolo de todos nós
Você
Eu.

4 comentários:

  1. Sempre depois de ler tantas palavras lindas, fico sem nenhuma pra explicar quão maravilhosa é a poesia e esse seu dom! Obrigado por compartilhar e encantar! Linda poesia, linda mesmo!
    Abraço

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigado Bandoleiro, é sempre um prazer sem igual recebê-lo aqui. Fico muito satisfeito que tenha gostado.

      Forte abraço!

      Excluir
  2. Quanta filosofia há nesse poema!...

    Victor, sua poética é bem reflexiva, há uma intenção, claro, uma mensagem em cada poema, mas tais coisas são subjetivas. Lindíssimo poema, como sempre!

    Apareça, viu?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigado Ligéia! Filosofia é sempre bom. E gosto muito de Platão, principalmente em se tratando do Mito da Caverna.

      É sempre um prazer tê-la aqui!

      Forte abraço!

      Excluir