domingo, 10 de junho de 2012

Mar de Ícaro


("Ícaro e Dédalo", por Charles Paul Landon)

Era tudo tão claro
Asas abertas ao espaço
Nas magnólias do sem fim
Um mar de luz
Um sorriso a eternizar

Ícaro sonhou com o sol
Com alturas do infinito
Quis pra si o céu
Quis o impossível amar

Hélius incomodado
Com tamanha ousadia
Pôs fim a poesia
Que brotava de Ícaro
Incendiou o mar celestial
Botou fogo maior
Da estrela rainha
Do espaço sideral

Pobres asas derretidas
Caídas e afundadas
No mar da iniquidade
No fundo do abismo
Ícaro padeceu
Até o fim da eternidade.

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