segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Agosto Fumarento



( http://www.oatlantico.com.br/edicoes_anteriores/2238/_login/1_capa.htm )

Triste agosto fumarento
De cinzas várzeas
E azulados morros
Símbolo maior da morte
Da dor que sempre tenho
Ao ver mata devastada
Secos campos; desamor

Sudoeste sopra
Chamas leva
Foge paca
Foge onça...
Voa negra garça
Queimada asa
Somente dor

Tantas dores sinto
Nesse desagosto
Neste triste e fumarento agosto
Onde morro
Onde morro!
Quais cinzas mil cobrem
A secura das lágrimas
Morre o beija-flor.

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