sábado, 16 de fevereiro de 2013

Animal




Voa pardal
Pendura-te no fio
Faz dele varal
Mas cuidado
Ave desavisada
Elétricos fios
Podem queimar
E derreter
Num pio
Teu pedestal

Cuidado ave boçal
Nem asas de morcego
Poderão te valer
Quando aproximares
Num raio de dor
O que realmente pode ser
Cairá chamuscada
Queimada e sem pé
Mas, não te preocupas
Ainda não será o teu funeral
Pagarás caro
Em moedas
Trazidas de teu próprio lamaçal

Voa, voa pardalzinho...
Quebraram-te a asa não foi?
Queimaram-te o ninho
Pobre avezinha
Padecerá
Ah se padecerá
Sem jamais saber o que é carinho

Teu pedestal?
Arrogante ave
Será o claustro
Queimado
De tua própria carne
De animal.

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