Diz-me coisas bonitas
Chama-me pelo nome
Olha com os olhos baixos
E vê a alma que tenho
De repente
Por pura magia
Chego a acreditar
Nas mais belas coisas
Desse mundo de contradições
Procuro seus braços pela casa
Corro em direção de seu abraço
Escondo-me entre a porta e a saída
E vejo você partir
Ainda é tarde
E o lençol ainda está quente
Meu coração ainda bate
Na tentativa de poder
Repetir sempre seu nome
Pela janela
Vejo a distância que existe entre a gente
Você não me olha
Apenas vai pela rua
Enquanto eu fico aqui
Procurando reconhecer o meu nome
Para saber quem eu sou
Para resistir a esse já tão conhecido vazio
Guardo em meus olhos
A lembrança do quanto você é importante
E de quanto foi bom
Saber que você existe
Em detrimento de mim mesmo
Nego justificativas
Recuso satisfações
E aceito a sua condição
De não-amar
De não-mais-querer
Sem nenhum adeus
Deixo você desaparecer pelo caminho
Agora, só me resta
no fim dessa tarde
ver as estrelas.

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