Para alguns o sentido de existirmos é um mistério. Para mim é bem nítido. E o mais interessante é que somos abençoados com a possibilidade de fazer escolhas. Eu escolho a poesia.
quarta-feira, 29 de julho de 2015
Desesperança
Eu sei que sonhar é pouco
Que grande é a capacidade de desabar
E não receberei suas flores
Nem o valioso ouro anelar.
Não mais tenho o gosto das coisas belas
Perdeu se em mim o desejo da poesia
Resta apenas essas minhas ruínas
E o desespero de ainda acordar.
Qual destino esse meu
Das sombras e da não existência
Querer parte fazer
E do nunca mais voltar.
Não receberei suas flores
Que o meu coração tanto sonhara
Nem irei nobremente o meu dedo
Com seu amor enfeitar.
Tudo bem, há de um dia
Quem sabe em outra Terra
Eu possa novamente aqui
Erguer meus olhos a lhe esperar.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Muito bonita essa poesia.
ResponderExcluirOlá Jottas, muito obrigado pela sua presenca e pelo seu comentário. Fico agraciado com sua apreciação. Um grande abraço.
ResponderExcluir