domingo, 15 de julho de 2018

AS PRIMEIRAS ESTRELAS

Há uma árvore
Ele observa o horizonte
É fim de tarde
Está só 

O coração dói demais
Não foi feito para aguentar
E como sofre por amor
Olha o galho

O Sol não há
Nem palavras de afeto
Ele diz adeus aos passarinhos
Que ali não estão

Sopra o vento sua esperança
Beija-lhe a face num gesto fúnebre
E feito criança chora
Sente necessidade de não existir

Num laço perfeito
Ele que tanto sonhou
Que tanto aguentou
Pula!

Seu corpo balança 
Enquanto choram pétalas de flores
E ele livre
Vê as primeiras estrelas
E dorme em paz.

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