Pinheiros e Valles
Conheço tantos versos
Da festa o final
Do caminho à pedra
Da Pampulha o ritual
Nas magnólias do céu
No infinito esmagar
Sou formiga e semideus
No mesmo silenciar
Na feira de cada dia
No começo de cada passo
Me fiz menino arteiro
Estreitando os mesmos laços
Ainda que mal pergunte
Respostas não terei
Sou mineiro dessas montanhas
Jamais filho de rei
Agraciado com a homenagem
Pinheiro Valle faz valer
A emoção do sempreamar
No mineiro coração a bater
Já dizia Drummond:
João amava Tereza...
Eu amo os versos de Luiz Carlos
Que em mim extinguem a tristeza
Hoje fico aqui versejando
Tentando a emoção traduzir
O quanto grande é o mundo
Do poeta mineiro a sentir
A única alternativa por agora
É abraçar e enviar ao vento
Meus braços ao poeta que escreveu:
Aos poetas do meu tempo.
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