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| (Brazópolis, manhã de março, 2011) |
O dia em que apanhei
Ainda que todas as flores me sejam negadas
E que meus olhos estejam proibidos de ver os jardins
Eu ainda buscarei o perfume e o sabor das rosas.
Ainda que todas as portas se fechem
Os corações se calem
Eu ainda terei o vento pra beijar a face.
Ainda que o ódio do padrão esteja presente
Que a fúria da ignorância me rasgue o peito,
E que meus olhos estejam proibidos de ver os jardins
Eu ainda buscarei o perfume e o sabor das rosas.
Ainda que todas as portas se fechem
Os corações se calem
Eu ainda terei o vento pra beijar a face.
Ainda que o ódio do padrão esteja presente
Que a fúria da ignorância me rasgue o peito,
Eu estarei livre para pensar e acreditar.
Ainda que as guerras levem a morte por toda parte
Ainda que as guerras levem a morte por toda parte
E que ninguém possa ver a verdade da ganância
Eu mostrarei minha carne em dor.
Ainda que tudo possa ser diferente
E que tudo possa levar ao desespero
Eu vou estar aqui, do outro lado do abismo.
Eu mostrarei minha carne em dor.
Ainda que tudo possa ser diferente
E que tudo possa levar ao desespero
Eu vou estar aqui, do outro lado do abismo.

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