domingo, 19 de fevereiro de 2012

Amor de Borboleta

(Monarca. Foto: Victor Said)


Ele queria poder cantar o amor
Não de forma triste
Mas dizer o que pensa, o que sente
Do jeito que nasce no coração
Mas o amor é complicado
Confuso demais
Mistura-se tão fácil aos sentimentos
Escurece mais fácil ainda.

Domina-lhe a mente
Esconde as manhãs e deixa turva
A tarde que ele conhece tão bem
Amor... coisa estranha demais
Pudera seu peito escolher pedras
Dessas que são plantações atiradas
No meio de sua face
E semeadas no caminho que trilha.

Ele queria poder amar como as borboletas
Abrir asas-multicor e voar sob o beijo do Sol
Sem maiores preocupações
Deixar-se levar pela brisa leve
Amar o amar sem fim até o fim
E morrer feliz numa queda de flor
Na pétala mais sublime de um jardim qualquer.

Amor... tão estranho esse sentimento
E dizem que ainda há poesia no amar
Ele, por mais que se esforce
Não consegue entender o amor de uma borboleta
Que morre amando o ar, o Sol e a curta vida que leva.

2 comentários:

  1. Nossa... Nem sei o que dizer.

    "...Amar o amar sem fim até o fim
    E morrer feliz numa queda de flor
    Na pétala mais sublime de um jardim qualquer.

    "...Não consegue entender o amor de uma borboleta
    Que morre amando o ar, o Sol e a curta vida que leva."

    Um momento de inspiração sublime. Lindo demais!

    Parabéns, Victor!

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    Respostas
    1. Que legal Ligéia que gostou! Fico muito feliz. É um dos poemas que mais gosto também.

      Um forte abraço! E obrigado pelo comentário!

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