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| (Woman at the Window: Salvador Dali) |
Frente ao culto do mais belo
Diante da face do arbitrário
Compôs versos incertos
Cantou a regra ao contrário
Frente à cultura do adestramento
Diante da pura casta acadêmica
Contra a cultura do condicionamento
Despiu-se da fala à demência
Não teve temor pela fúria que viria
Nem quis saber do som padronizado
Assoviou livre como sempre queria
Expôs a verdade do jeito improvisado
Vestiu-se de sua mais pura poesia
E saiu assoviando-a pela rua do acaso.

Muito bem escrito o poema, denso e expressivo, parabéns! Abraço!
ResponderExcluirObrigado Reiffer, muito me alegra seu comentário e presença!
ExcluirOutro abraço!
Victor, esse lindo poema me remeteu a meu escritor preferido. Ele era assim, como nesses teus versos. Um escritor massacrado pela crítica da elite literária de sua época, mas que hoje é Edgar Allan Poe!
ResponderExcluirParabéns!
Um abraço pra você.
Adoro Allan Poe! E tem uma frase dele que eu acho fantástica: "É de se apostar que toda ideia pública, toda convenção aceita seja uma tolice, pois se tornou conveniente à maioria." E como diz Quintana: "eles passarão... eu passarinho.". É mais ou menos isso. No mais estou aqui nesse mundo para me divertir e rascunhar alguma poesia.
ExcluirObrigado pelo comentário Ligéia, são sempre muito bem-vindos!
Forte abraço!