sábado, 25 de fevereiro de 2012

Esmeralda

(Foto: http://www.obeabadosertao.com.br/)


Carregava sem olhar a luz
Olhos fechados
Olhar proibido?

Não resistiu, não podia resistir
Abriu o Sol
Explodiu-se em vaidade
E de deus
Zeus!
Ele se afastou.

Quis ser onipotente
Regente dos céus
Imenso em sua beleza
Arrogância
Precipício dos muitos
Legião formou
Terça parte condenou
Decadência
Geena criou,
Oh Zeus, oh Deus!

Labaredas eternas
Chama
Chama as almas
Seduz
Seduz as almas errantes
Arrasta as correntes e late
Mas só estraçalha
Se você quiser
E vier

Conhece a luz
Conhece a mão do dia
Em agonia
Late
E quer sua perpétua dor
Na chama
E lhe chama:
__Vem!

2 comentários:

  1. A pedra que seduz, se perde aquele que não vê além do brilho verde...

    Lindo poema!

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    Respostas
    1. Ligéia, esse poema tem uma história peculiar: quando eu fazia parte do orkut e participava de uma comunidade chamada NOP, me pediram para escrever algo com esse tema Esmeralda. E lembrei de uma reportagem que saiu na Revista Superinteressante que dizia que a esmeralda é o símbolo do decadente, aí, surgiu o poema.

      Obrigado pelo comentário e presença!

      Forte abraço!

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