sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Marimbondo Prata

(Foto: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Vespa.jpg)


Às vezes acho que o amor não deveria existir, dói tanto, até mais que picada de marimbondo prata em dias de Sol quente.



Gosto de comparar os sentimentos com os seres que habitam as matas e que fazem parte da minha realidade. Nunca imaginei que pudesse não desejar o amor e que esse nobre sentir não deveria existir. Porém, depois de uma grande decepção todas as convicções e crenças caem por terra. 


Amar é uma benção! Apesar de tudo. E deixar de amar chega a ser um crime. Pena que nos dias de hoje haja vários significados e sinônimos para a palavra amor e que muitas vezes tenha caído em desuso ou que seja associado a motivos de chacota ou até mesmo as misérias que assolam a alma humana. 


É perceptível também a confusão entre amor e paixão. Dizem por aí que ambos são diferentes e que caminham em direção oposta. Deixo para que os especialistas nessa área, que meçam com suas arbitrariedades e ciência o tamanho exato de cada um. Contudo, acredito que nada é mais doloroso do que o amor/paixão. Nada mesmo! Nem mesmo a picada de um marimbondo-prata.

2 comentários:

  1. Acho que é esse o texto a que você se referiu lá no meu blog. De fato, o Amor pode ser uma benção, mas pode ser um mal. A picada do marimbondo prata ainda pode ser curada, mas a dor do coração, só o tempo. E às vezes, nem ele.
    Quem é picado pelo marimbondo acaba por fugir sempre que vê um...

    Adorei o texto!

    Um abraço.

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  2. É este texto mesmo Lígéia, uma inspiração que surgiu depois que li ESTETOSCÓPIO lá no Divagações.

    Obrigado pela leitura e pela presença. É sempre bom suas palavras!

    Forte abraço!

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