O elefante
Todo prosa
Silencioso
No seu falar
Quis vestir-se
De ópera
Mas não sabia
Cantar
O elefante
Todo sonhador
Insistente
No seu pensar
Quis livre
ser poeta
Mas não sabia
Rimar
O elefante
Todo bobo
Foi tão longe
No seu andar
Intermináveis
Distâncias venceu
Mas não sabia
O que era
Parar
O elefante
De olhos erguidos
Do pensamento
Além do imaginar
Olhou para o céu
Estrelas viu
Mas não sabia
que não se pode
Desejar
O elefante
De cor azul
Bebeu de nuvens brancas
Sorriu sorrisos
A se alegrar
Feliz estava
Mas não sabia
Que poderia se ferir
Ao sonhar
O elefante
Contudo
Trajando
Seu coração
A versejar
A versejar
Fora mesmo ferido
Silenciosamente
Com a dor
E não sabia
Com essa lidar
E elefante
Desconhecia
Das coisas
Do mundo
Era de se espantar
Era de se espantar
Vida queria
Mas quis saber
Mesmo assim
Experimentar
O elefante
Agora
Nada prosa
Ainda bobo
Todo azul
De corpo ferido
Dos olhos a chorar
Sabe na pele
Como dói
Amar.

Que poema bonito. E gostei muito do blog e das imagens. Parabéns Victor você é um dos melhores poetas que li. Bjs
ResponderExcluirOi Maria Clara, que gentil de sua parte. Fico feliz com suas palavras e presença.
ResponderExcluirObrigado,
Abraços!