quarta-feira, 30 de outubro de 2013


Tenho estado tão longe de minha natureza, que algo em mim fica frio demais. Deixo livre toda poesia fluir sobre meus dedos e mesmo assim, escuto ao fundo, o fúnebre som das eras passadas, que em suas ruínas guardam a lembrança do que fui. Há de haver um caminho para tanta desolação. Ainda escuto a esperança me acordar com beijos musicais vindo de um simples tico-tico. É época de renovar o ninho, de escolher a semente certa e ergue o cesto pesado da existência e seguir. Feito animal-homem, mulher-poeira, criatura-criação-criador. Torno-me um espécime novo de mistura de Adão e Eva a ser criança no Éden. Não há serpentes nem árvores secretas de frutos proibidos. Em mim, nesse ser que se perde em si mesmo, tento a todo custo erguer-me feito erva-lanceta à beira da estrada de uma jornada de longos horizontes.

3 comentários:

  1. Olá!!
    Belas palavras!
    Sei o quanto elas me fazem bem.
    Abraço da sua amiga e colega de trabalho

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    1. Que alegria poder encontrá-la aqui! As suas palavras que me agraciam a alma, com certeza! Obrigado minha querida amiga e colego de trampo, pela presença e leitura!

      Forte abraço!

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    2. Desculpe ter colocado como anônimo.

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