Tenho estado tão longe de minha natureza, que algo em mim fica frio demais. Deixo livre toda poesia fluir sobre meus dedos e mesmo assim, escuto ao fundo, o fúnebre som das eras passadas, que em suas ruínas guardam a lembrança do que fui. Há de haver um caminho para tanta desolação. Ainda escuto a esperança me acordar com beijos musicais vindo de um simples tico-tico. É época de renovar o ninho, de escolher a semente certa e ergue o cesto pesado da existência e seguir. Feito animal-homem, mulher-poeira, criatura-criação-criador. Torno-me um espécime novo de mistura de Adão e Eva a ser criança no Éden. Não há serpentes nem árvores secretas de frutos proibidos. Em mim, nesse ser que se perde em si mesmo, tento a todo custo erguer-me feito erva-lanceta à beira da estrada de uma jornada de longos horizontes.

Olá!!
ResponderExcluirBelas palavras!
Sei o quanto elas me fazem bem.
Abraço da sua amiga e colega de trabalho
Que alegria poder encontrá-la aqui! As suas palavras que me agraciam a alma, com certeza! Obrigado minha querida amiga e colego de trampo, pela presença e leitura!
ExcluirForte abraço!
Desculpe ter colocado como anônimo.
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