Sem-fim
Sempre fora
A ave da noite
Canta o raio da Lua
Louva a chuva
Em setembro
Faz da melancolia
Companheira sua
Sem-fim
É ave do breu
Nasceu livre
Mas de uns tempos
Pra cá
Deu de querer
Quebrar o silêncio
E sair da escura mata
E cantar canto seu
Sem-fim
Ficou feliz
Ao ver as belezas
Do mundo que o cercava
Encheu-se de prosa
E pôs a cantar
Seu coração
Mas isso
Não prestava
Pobre ave esse
Sem-fim...
Seu canto é triste
E a palavra que traz
À terra dos sabiás
Não serve
Não presta
Não há poesia
Alimento de carcarás
Sem-fim
Então se guarda
Novamente
Sob a lástima
Do Sombrio
Onde a dor faz morada
No silêncio
De sua vida
Destino seu
No vazio.

Há uma tristeza tão grande nesse poema. Me deixou comovido. Não conheço essa ave. Ela existe mesmo ou é criação poética? Porém, devo lhe dizer, você Victor tem o dom da palavra e gostei muito desse poema. Parabéns!
ResponderExcluirMaycon de Ubá.
Olá Maycon,
ExcluirRealmente é um poema triste, ninguém está isento da tristeza e acho que todos os escrevedores de versos vez ou outra deixam escapar algumas lágrimas em suas letras. E existe sim um passarinho chamado Sem-Fim, alguns o conhecem como Peixe=Frito. Possuí um canto melodioso e melancólico.
Obrigado pelas palavras, me deixam feliz.
Forte abraço pra você!
Gostei muito de seus versos. Abraços!
ResponderExcluirAnelise,
ExcluirQue bom que tenha gostado, fico satisfeito com sua visita e comentário.
Obrigado,
Abraços pra você também.