segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Triste Sem-fim



Sem-fim
Sempre fora
A ave da noite
Canta o raio da Lua
Louva a chuva
Em setembro
Faz da melancolia
Companheira sua

Sem-fim
É ave do breu
Nasceu livre
Mas de uns tempos
Pra cá
Deu de querer
Quebrar o silêncio
E sair da escura mata
E cantar canto seu

Sem-fim
Ficou feliz
Ao ver as belezas
Do mundo que o cercava
Encheu-se de prosa
E pôs a cantar
Seu coração
Mas isso
Não prestava

Pobre ave esse
Sem-fim...
Seu canto é triste
E a palavra que traz
À terra dos sabiás
Não serve
Não presta
Não há poesia
Alimento de carcarás

Sem-fim
Então se guarda
Novamente
Sob a lástima
Do Sombrio
Onde a dor faz morada
No silêncio
De sua vida
Destino seu
No vazio.

4 comentários:

  1. Há uma tristeza tão grande nesse poema. Me deixou comovido. Não conheço essa ave. Ela existe mesmo ou é criação poética? Porém, devo lhe dizer, você Victor tem o dom da palavra e gostei muito desse poema. Parabéns!

    Maycon de Ubá.

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    1. Olá Maycon,

      Realmente é um poema triste, ninguém está isento da tristeza e acho que todos os escrevedores de versos vez ou outra deixam escapar algumas lágrimas em suas letras. E existe sim um passarinho chamado Sem-Fim, alguns o conhecem como Peixe=Frito. Possuí um canto melodioso e melancólico.

      Obrigado pelas palavras, me deixam feliz.

      Forte abraço pra você!

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  2. Gostei muito de seus versos. Abraços!

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    1. Anelise,

      Que bom que tenha gostado, fico satisfeito com sua visita e comentário.

      Obrigado,

      Abraços pra você também.

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