Em meu sangue
A memória ainda existe
A vitória ainda é triste
Quando penso
Lembro
Do passado antes dos grandes barcos
De além mar
Era tempo glorioso
O medo era apenas de suçuarana
Na mata o verde era...
Ainda é, esperança
No meu cantar
Memória da terra sambaqui
Da festa
Da rede
Do meu povo tupi
E aí veio em grandes velas
O homem vestido de ferro
Trouxe a cruz para nossas costas
E a morte fez de nós
Fermento na terra que chamávamos de
mãe
Andávamos com a lua
Dormíamos com as estrelas
Agradecíamos Tupã
Lembra?
Não pode esquecer
Do muiraquitã
Dos Carajás
Tupinambás
Do seu povo antes do amanhã
Em meu sangue
Ainda escrito está
A memória jamais esquecida
Do avô do avô de meu avô
Para o filho do filho de meu filho
Que um dia irá falar
E lembrar
O começo de Pindorama.

Parabéns linda poesia!
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