terça-feira, 2 de dezembro de 2014

TRISTEZA


A minha letra
É tão negra
Que não sei
Escrever outra
Coisa
Que não seja
Desvalia
Tristeza
E dor

Qual vida
Essa a minha
Que mesmo
Diante de tanta
Poesia
Só vejo
Mesmo
Desamor

Belas são as flores
Do campo
A florir
Livre é a música
Da saracura
E veja que espanto
Os meus olhos
Nem estrelas
Mais vê
De tal gosto
Perdera
O sabor

Em um canto
De desencanto
Estou
Lampejos de vida
Poesias
Alegrias
Que não mais tenho
Qual fera feriu
Minh’ alma
Que agora
Jaz fria
Sem

cor

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