De um dezembro agostino
Vejo apenas nuvens claras
Nada de chuva, Severino
Pedra verde
verdes campos
Hoje secos
desencantos
Fico aqui a perguntar
Onde foram
as amoreiras
os hibiscos
e o canto das sabiás?
Nessa secura de vida
De um sombrio eterno agosto
Vejo o rio tão minguado
Que tristeza, que desgosto
Na espera de chuvas fartas
D'água espero sem demora
Pra curar a ferida minha
E a rachadura desse solo
Que secura danada

Que poema bonito e diz a verdade que está acontecendo no nosso tempo. Vc possui o dom da palavra e suas poesias são brilhantes. Estamos sentindo sua falta la no recanto das letras. Bjos
ResponderExcluirAnabela