segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

SECA



Nessa secura danada
De um dezembro agostino
Vejo apenas nuvens claras
Nada de chuva, Severino

Pedra verde
verdes campos
Hoje secos
desencantos

Fico aqui a perguntar
Onde foram
as amoreiras
os hibiscos
e o canto das sabiás?

Nessa secura de vida
De um sombrio eterno agosto
Vejo o rio tão minguado
Que tristeza, que desgosto

Na espera de chuvas fartas
D'água espero sem demora
Pra curar a ferida minha
E a rachadura desse solo

Que secura danada




Um comentário:

  1. Que poema bonito e diz a verdade que está acontecendo no nosso tempo. Vc possui o dom da palavra e suas poesias são brilhantes. Estamos sentindo sua falta la no recanto das letras. Bjos

    Anabela

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