sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

O vento e suas peraltices

(Bairro Can Can. Foto: Kamlóvsky)

É um vale este lugar
Têm pedra grande
Do tamanho do amor
De sua gente
De ruas novas e olhares antigos
E na frente de cada janela
Um lar, um abrigo

Dias atrás
Vento soprou forte por lá
Veio da serra
Levantou telhado
Silenciou três árvores
Assustou com seu sopro
Aquela terra e o manacá

Depois da confusão armada
Portas escancaradas
Rostos assustados
Seu povo,
De coração na mão
Levantou-se num sorriso
E deu-se as mãos
E com os braços armados de união
Colocou no lugar
O que o vento usou para brincar.

6 comentários:

  1. Grato pelos comentários, seja sempre bem-vindo lá. E parabéns pela qualidade do teu blog. Abraço!

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  2. Ana Márcia, que bom que tenha gostado. Este vale é um lugar lindo mesmo e inspirador. Obrigado pelo comentário e presença! Volte sempre!

    Al Reiffer, seu blog é uma constelação toda de pura poesia. Virei fã de carteirinha. Fico feliz pelo seu comentário e horando com sua presença. Obrigado e volte sempre também!

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  3. Nossa, que linda história contada em verso.

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  4. Ligéia, obrigado pelas palavras e, os fatos contados nesses versos são reais. Houve realmente uma tempestade e com muitos estragos, mas o mais interessante foi que depois de tudo, os moradores riam e se ajudavam mutuamente na reconstrução e limpeza. Um fato marcante em minha vida.

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  5. Uma linda história que inspirou um lindo poema.

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