sábado, 8 de setembro de 2012

O Fazer Poético


A poesia 
depois que 
ficou enraizada 
de vez 
nos meus olhos 
virou verso 
algumas rimas 
outras prosas 
e assim a poesia
se revela 
e acho de graça 
até em poça d’água. 

Se estou alegre 
escrevo dias 
com gotas de luz 
se estou triste 
pinto letras de cinza 
e desboto flores 
dos vasos fúnebres.

Se estou reflexivo 
pingo pontos 
de interrogação 
e me surpreendo 
com as exclamações.

Se estou livre 
saio 
e voou sem regras 
métricas 
tratados 
e conjugações. 

Se sinto vontade de rir 
debruço sob vícios de linguagem 
e me vicio de virtudes 
morais antiquadas.

Se bate desejo de lágrima 
faço rios brotarem 
de uma única fonte 
e assim eu caminho 
olhando a poesia 
sentindo calafrios 
e escrevendo 
e lendo 
e vivendo a minha vida 
sozinho ou acompanhado 
de destinos. 

O fazer poético acontece 
sem muito planejamento 
é fruto do acaso 
do caso secreto
que tenho
com a espontaneidade. 

4 comentários:

  1. Que lindo! Um pouco de você nesse poema. Ou muito. Ou tudo.

    Um abraço.

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    1. Às vezes um poema surge e revela nossa alma sem pestanejar.

      Obrigado pela presença Ligéia, é sempre muito bom sua visita.

      Abraço!

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  2. Fazia um tempo que eu não aparecia por aqui, a correria do dia-a-dia é foda. Mas agora que vim, vi vários escritos muito bem realizados, como este. Parabéns. Um abraço.

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    1. Al Reiffer, eu compreendo essa correria, vivo nela. Fico muito feliz com suas palavras e que tenha gostado.

      Forte abraço!

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