| (Rodovia MG 295 junto as pétalas caídas de uma árvore em flor) |
Há tanta coisa para se fazer
E eu mesmo vendo o dia acabar
Ainda me acorrento às duas horas
De uma tarde qualquer
| (Rosas Vermelhas do jardim que perfuma o lugar onde espero o ônibus das 7hs) |
Há tanta poesia para se ler
Tantos versos ainda no ventre
Da imaginação
Prontos ao mundo
Em prantos
E eu a me perder de vista
Nas divagações do tempo
Do curto tempo que ainda me resta
| (Igreja Matriz de Brasópolis sob o Sol do meio-dia) |
Há tanto que se fazer
E eu ainda num súbito suspiro de vida
Flores deixo colorir o meu olhar
Ainda escuto o som das crianças
A sorrirem demasiadamente sob o Sol
Das dez e meia da manhã
| (Roxas flores do alto de uma árvore que se enfeita em um dia cinza) |
E em cada sacro dia
Sob os estigmas da madrugada finda
Eu me levanto para seguir em frente
Enquanto há tanta poesia para ser lida
Em um canto
Dessa minha vida.
Que bela e suave é a sua poesia! A leitura dela flui como um rio. Gostei demais dessa parte:
ResponderExcluir"Há tanta poesia para se ler
Tantos versos ainda no ventre
Da imaginação
Prontos ao mundo
Em prantos
E eu a me perder de vista
Nas divagações do tempo
Do curto tempo que ainda me resta"
Ivanita, que alegria por vê-la aqui novamente. Obrigado por suas palavras gentis e que bom que tenha gostado.
ExcluirUm forte abraço!
A Ivanita definiu bem a sua poesia, flui como um rio. Às vezes ele é calmo, sereno, outras é inquieto. Parece que há algo no fundo desse rio, um segredo.
ResponderExcluirUm rio é algo mesmo misterioso, não posso discordar. Que bom que também tenha gostado, assim como Ivanita, me dá muito gosto suas palavras.
ExcluirForte abraço!