sábado, 29 de setembro de 2012

Seguindo


(Rodovia MG 295 junto as pétalas caídas de uma árvore em flor)

Há tanta coisa para se fazer
E eu mesmo vendo o dia acabar
Ainda me acorrento às duas horas
De uma tarde qualquer


(Rosas Vermelhas do jardim que perfuma o lugar onde espero o ônibus das 7hs)

Há tanta poesia para se ler
Tantos versos ainda no ventre
Da imaginação
Prontos ao mundo
Em prantos
E eu a me perder de vista
Nas divagações do tempo
Do curto tempo que ainda me resta


(Igreja Matriz de Brasópolis sob o Sol do meio-dia)

Há tanto que se fazer
E eu ainda num súbito suspiro de vida
Flores deixo colorir o meu olhar
Ainda escuto o som das crianças
A sorrirem demasiadamente sob o Sol
Das dez e meia da manhã


(Roxas flores do alto de uma árvore que se enfeita em um dia cinza)

E em cada sacro dia
Sob os estigmas da madrugada finda
Eu me levanto para seguir em frente
Enquanto há tanta poesia para ser lida
Em um canto
Dessa minha vida.


4 comentários:

  1. Que bela e suave é a sua poesia! A leitura dela flui como um rio. Gostei demais dessa parte:
    "Há tanta poesia para se ler
    Tantos versos ainda no ventre
    Da imaginação
    Prontos ao mundo
    Em prantos
    E eu a me perder de vista
    Nas divagações do tempo
    Do curto tempo que ainda me resta"

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    1. Ivanita, que alegria por vê-la aqui novamente. Obrigado por suas palavras gentis e que bom que tenha gostado.

      Um forte abraço!

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  2. A Ivanita definiu bem a sua poesia, flui como um rio. Às vezes ele é calmo, sereno, outras é inquieto. Parece que há algo no fundo desse rio, um segredo.


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    1. Um rio é algo mesmo misterioso, não posso discordar. Que bom que também tenha gostado, assim como Ivanita, me dá muito gosto suas palavras.

      Forte abraço!

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