quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

DESESPERANÇA


Meu verso é sujeito de mim
Sabe o que me dói?

Não é a fala
Nem é a escrita
Nem é a poesia
Dos versos seus

É a indiferença
Da ausência
Que fica marcada
Nos versos meus

Jogo letras amigas
Passo cor em um pensar
Deixo uma questão
Na esperança de retornar
Mas,
Nada mais
Apenas silêncio a me purgar

Fiz algo de errado?
Falei das corujas e da fé
Fui mau interpretado
Julgado
Ou apenas excluído
Por ser o que se é

Estou sentido
Com o vazio que me é lançado
Diante dos pés

Aprendi a ser poeta
E como tal,
O sentir em mim ficou aguçado
E quando não me dão mais ouvidos
Fico sujeito de mim
Assim,
Banal
Com olhos caídos
E coração sepultado.

Um comentário:

  1. Belos versos...
    Da simplicidade das palavras à complexidade dos sentimentos
    Que as palavras de tão simples não alcançam
    Mas se faz claro
    Afinal, quem nunca sentiu o que aqui se lê?
    Parabéns!

    ResponderExcluir