| (Pau-brasil. Foto: Victor Said) |
Em meu sangue
A memória ainda existe
A vitória ainda é triste
Quando penso
Lembro
Do passado antes dos grandes barcos
De além mar
Era tempo glorioso
O medo era apenas de suçuarana
Na mata o verde era...
Ainda é, esperança
No meu cantar
Memória da terra sambaqui
Da festa
Da rede
Do meu povo tupi
E aí veio em grandes velas
O homem vestido de ferro
Trouxe a cruz para nossas costas
E a morte fez de nós
Fermento na terra que chamávamos de mãe
Andávamos com a lua
Dormíamos com as estrelas
Agradecíamos Tupã
Lembra?
Não pode esquecer
Do muiraquitã
Dos Carajás
Tupinambás
Do seu povo antes do amanhã
Em meu sangue
Ainda escrito está
A memória jamais esquecida
Do avô do avô de meu avô
Para o filho do filho de meu filho
Que um dia irá falar
E lembrar
O começo de Pindorama.
Hoje tememos suçuaranas humanas...
ResponderExcluirMuito belo, verdadeiro, tristemente real.
Parabéns pelo lirismo, que remete à beleza e que nos conscientiza da destruição.
Um abraço, Victor.
Ligéia, realmente as suçuaranas são muitas e muitas com as faces humanas. Obrigado pelas palavras e presença.
ResponderExcluirkkkk..o quem vem a ser arabutan ?
ResponderExcluirParabéns, excelente o poema, bastante expressivo. Abraço!
ResponderExcluirAnônimo Jan 28, arabutan ou arabutã é a árvore pau-brasil. Assim que os povos indígenas a chamavam. Obrigado pela questão. Seja sempre muito bem-vindo (a).
ResponderExcluirAl Reiffer, obrigado pelas palavras. Afagam minh'alma.