| (Sala Azul. Foto: Menino Edgar) |
Oh dias sem fim
Oh vida que custa a passar
Diga simples assim
O que devo fazer pra desamar?
Pudera eu sair ao vento
Ir longe em terras Gerais
Deixar livre meu pensamento
E não sofrer com a palavra “jamais”
Fosse eu capaz de ser gente
De vestir-me de normalidades
Seria mais um ser incoerente
Contudo, seria parte da humanidade
Sou desde que tenho entendimento
O mais velho velho desse grotão
Ainda jovem na figura do momento
Sempre por dentro pura solidão
Oh dias de existência comum
Aos olhos do homem da razão
Não podem me ver, pois sou incomum
Dentro e fora do coração.
Lindo poema! Uma verdade tão grande, dita de forma tão poética. Também sou incomum, e pessoas incomuns são solitárias. Às vezes me sinto um ET... rs
ResponderExcluirUm abraço.
Ligéia, o sentimento é recíproco. Tenho por mim que ser incomum é normal, isso torna cada ser humano especial. E a solidão sempre é fonte de inspiração, apesar de ser dolorida, eu sei.
ExcluirObrigado pelo comentário e presença. Deixam esse espaço mais completo!